Escrita Cotidiana

costurando..

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem (...) Ah, e eu estou te esperando, com minha sapatinha vermelha e a rosa, e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti."

Caio Fernando e pitaco de Sinara.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Miedo

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo do miedo que da

Tienen miedo de subir e miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir e miedo de aguantar
Miedo que da miedo do miedo que da

El miedo es una sombre que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Têm medo de gente e de solidão
Têm medo da vida e medo de morrer
Têm medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Têm medo de ascender e medo de apagar
Têm medo se espera e medo de partir
Têm medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se perta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrar-se y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Têm medo de parar e medo de avançar
Têm medo de amarrar e medo de quebrar
Têm medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrêgo, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara
Ou escondido no porão
Medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
Medo é de Deus ou do Demo?
É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Mm, medo que dá medo do medo que dá

Autor: Lenine , Pedro Guerra , Rodney Assis

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Necessário:

Sentar para comer, pensando somente na comida.
Rever velhos conceitos essenciais/pessoais.
Ouvir boa música.
Respirar.
Estar só.
Arrumar o quarto.
Reparar nos olhos daqueles com quem se convive.. ouvi-los também.
Comemorar as atitudes de pensamento com um grito, mesmo que seja interno.
Agradecer quando abrir os olhos pela manhã, e dar pelo menos um sorriso por dia.

Acréscimos são bem vindos a medida em que forem sendo descobertos e necessários.




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quero muito escrever. Porém, é difícil conseguir autenticidade nas palavras externas, quando não se sabe para que lado (dentro) dizer.. mas não falo de qualquer coisa, falo de coisas importantes para a alma, para o interno da gente. Algo? Agora não, mas -- ora a gente consegue..

domingo, 3 de julho de 2011

estive.. primeiro..

- E você chorou?
- Não. Estive nervosa primeiro..
- Olha, é a sua cara mesmo ficar nervosa antes de qualquer coisa. (risos)
- Pois sim, mas acho que o choro vem depois.. quando a ausência ganhar voz e corpo,
ocupando todo o espaço.

Depois disto.. e durante.

Engraçado, eu olhava pra ele e a pergunta junto da resposta se repetia na cabeça..

- E você chorou?
- Não. Estive nervosa primeiro..
os lábios abriam espaço para (risos pensativos)

- E você chorou?
- Não. Estive nervosa..
abriam espaço para (risos nervosos)

Ele percebia tudo -- tudo que minha boca dizia de outras coisas, ao mesmo tempo que dizia o pensamento também, tudo junto..

- É.. compreendo guerreira.

(risos sérios)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O corpo seleciona o que mais lhe interessa.

Os barulhos que ouvia, eram bons ao interior..
A natureza tem uma justa agitação, já os homens, são só agitados.
Basta observar -- tudo no seu devido tempo.. Acontece.
As maritacas passam na algazarra, enquanto um cachorro observa os movimentos ao redor,
se algo chama a atenção, ele lati, caso contrário, permanece quieto, focado na sua contemplação do tempo; alguns outros pássaros se coçam numa árvore mais a frente, o carro do gás ora passa perto, ora passa longe, o som da roda na rua calçada de pedra, isso pra não anunciar a poeira vermelha de onde o asfalto ainda não chegou.

Desconfortável e agradável.

O corpo seleciona o que mais lhe interessa.

O sol morno da tarde de inverno insiste em decair sobre o verde no horizonte, um degradê de cores se define a medida que o astro vai se encolhendo. A luz reflete nos olhos e forma na ponta dos cílios pequenos círculos transparentes.. isso deixa o sentido assim.. mais atraente, gostoso de ser percebido.

Ela permanecia ali como um cão fiel a seu dono.. observando tudo que ele tocava, o que ele transmitia, respirando e transformando tudo o que passava no entorno, em calmaria. Como uma vontade de ser uma extenção do raio morno que toca tudo - inclusive a ponta dos cílios dos outros. A imagem do cheiro também era especial, mesmo triste; e naquele momento um só toque de pele bastou para confidenciar um sentimento de verdade.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

um vazio dentro,
não se levanta nem o pensamento, congelado todo e qualquer tentativa de atitude do corpo,
os braços ao lado do travesseiro, a cabeça pesada virada para canto da parede, os olhos evitam ver a luz.. pensar em nada não.. isso dói.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Grilos

Se você passar
Daquela porta
Você vai ver
Como é
Que são as coisas
Como é
Que estão as coisas

Sei que o mundo pesa
Muitos quilos
Não me leve a mal
Se eu lhe pedir
Para cortar os grilos
Guardar os grilos
Cortar os grilos
Guardar os grilos

Aí então você
Vai se convencer
Que se o mundo pesa
Não vai ser de reza
Que você vai viver

Descanse um pouco
E amanheça aqui comigo
Sou seu amigo
Você vai ver

Se você passar
Daquela porta
Você vai ver
Como é
Que são as coisas
Como é
Que estão as coisas

Sei que o mundo pesa
Muitos quilos
Não me leve a mal
Se eu lhe pedir
Para cortar os grilos
Guardar os grilos
Cortar os grilos
Guardar os grilos

Aí então você
Vai se convencer
Que se o mundo pesa
Não vai ser de reza
Que você vai viver

Descanse um pouco
E amanheça aqui comigo
Sou seu amigo
Você vai ver

Você vai ver
Você vai ver

Composição> Roberto Carlos e Erasmo Carlos

quarta-feira, 22 de junho de 2011

arre!

as coisas acontecem todas de uma só vez.. impressionante!
haja coração, pulso e cabeça para uma pessoa só!

terça-feira, 21 de junho de 2011

antes que o junho acabe.. quem sabe?

um novo cheiro suave possa invadir a janela da casa--
uma vontade inebriante de viver, e uma urgência que faça querer sair da cama, bem rápido,
todos os dias-- pois a batalha só está no começo, com algumas pequenas primaveras..
ainda não é hora de se aposentar querida menina!

antes que o junho acabe..
quem sabe?

ela consiga se organizar..
dobrar a cama, lavar a roupa suja,
dormir e tirar tempo para estar consigo..
já passou da hora de marcar este encontro!
não posso crer que vai atropelar tudo outra vez?!
não vai, não é?

antes, antes..
de querer estabelecer o fim..
é necessário respirar todas as mudanças que uma escolha traz..
deixar acontecer, rir.. e chorar.. se caso a circunstância pedir --
não menina, não esconda as coisas assim, não se proteja tanto do tapa,
deixa a mão da vida bater, e deixe doer

deve ser assim que a gente aprende
se não for antes que o junho acabe, poderá ser mais a frente..
antes que o novembro, ou mesmo o próximo janeiro -- antes que eles se acabem.

antes que a menina se acabe.. tomara que a ela aprenda algo!